Divórcio em São Paulo: guia completo para quem quer dar entrada

divórcio em São Paulo

O que é o divórcio e quando é possível pedir

O divórcio é a dissolução legal do casamento civil. No Brasil, desde a Emenda Constitucional nº 66/2010, não existe mais prazo mínimo de separação para pedir o divórcio — qualquer cônjuge pode ingressar com o pedido a qualquer momento, sem precisar comprovar culpa ou tempo de casamento.

Isso significa que, se o casamento acabou, você pode agir imediatamente. O que vai variar é o caminho: divórcio consensual (amigável) ou divórcio litigioso (disputado).

Divórcio consensual vs. divórcio litigioso

Divórcio consensual (amigável)

Acontece quando os dois cônjuges concordam com o fim do casamento e com todas as condições: partilha de bens, guarda dos filhos, pensão alimentícia e uso do nome.

Se o casal não tem filhos menores ou incapazes, o divórcio consensual pode ser feito em cartório, por escritura pública — sem precisar ir ao juiz. É mais rápido e mais barato. Com filhos menores, o processo passa pela Justiça, mas costuma ser célere quando há acordo.

Divórcio litigioso (disputado)

Ocorre quando os cônjuges não chegam a um acordo — seja sobre guarda, partilha de bens ou pensão. Nesse caso, o processo é judicial e um juiz decide as questões em aberto. O tempo é maior e o desgaste emocional também.

Em São Paulo, ações de divórcio litigioso tramitam nas Varas de Família do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP). Dependendo da vara e da complexidade do caso, pode levar de meses a anos.

Dica prática: Mesmo no divórcio litigioso, um acordo parcial já ajuda. Se o casal concorda com a guarda dos filhos, mas discorda da partilha de bens, é possível resolver cada ponto separadamente e acelerar o processo.

Como dar entrada no divórcio em São Paulo: passo a passo

  1. Defina o tipo de divórcio — consensual ou litigioso. Isso determina se vai a cartório ou ao fórum.
  2. Reúna os documentos — certidão de casamento, documentos pessoais dos cônjuges, certidão de nascimento dos filhos (se houver), comprovante de endereço, documentos dos bens (matrícula de imóveis, extratos bancários, documentos de veículos).
  3. Contrate um advogado de família — obrigatório para o divórcio judicial. No divórcio extrajudicial (cartório), ambos podem usar o mesmo advogado ou cada um ter o seu.
  4. Negocie as condições — guarda, pensão, partilha e nome. Quanto mais acordado antes de entrar com o processo, mais rápido e barato.
  5. Protocole a ação ou lavra a escritura — seu advogado cuida dessa etapa.
  6. Aguarde a homologação — no cartório, a escritura é lavrada na hora (com hora marcada). Na Justiça, o juiz homologa o acordo ou profere sentença.
  7. Averbe o divórcio — após o processo, o divórcio precisa ser averbado na certidão de casamento. Seu advogado pode providenciar isso.

Quanto custa o divórcio em São Paulo

O custo varia bastante conforme o caminho escolhido:

  • Divórcio em cartório (sem filhos menores): custas cartoriais (em média R$ 1.500–R$ 3.000 no Estado de SP, dependendo do cartório) + honorários do advogado.
  • Divórcio judicial consensual: taxas processuais + honorários do advogado. Casais com renda baixa podem ter isenção de custas (gratuidade de justiça).
  • Divórcio judicial litigioso: taxas processuais + honorários de dois advogados (um para cada cônjuge) + eventual perícia de bens. É o mais caro, pois o processo é mais longo.

Os honorários advocatícios variam conforme a complexidade do caso, o patrimônio envolvido e o profissional contratado. Uma consulta com um advogado de família em São Paulo é o primeiro passo para entender o custo real do seu caso.

Divórcio com filhos: o que muda

Quando há filhos menores de 18 anos, o divórcio exige atenção especial em três pontos:

Guarda

A guarda pode ser compartilhada (a mais comum e incentivada pela lei) ou unilateral (quando um dos pais fica com a guarda exclusiva, por ser mais adequado ao interesse da criança). A guarda compartilhada não significa divisão 50/50 do tempo — significa que ambos os pais participam das decisões importantes.

Convivência

O calendário de visitas (ou convivência) precisa ser definido. Fins de semana alternados, férias, feriados e aniversários são pontos comuns de disputa que precisam estar claros no acordo.

Alimentos

A pensão alimentícia — o valor mensal pago pelo genitor não-guardião — é calculada com base nas necessidades dos filhos e na capacidade financeira do pagador. Pode ser revisada sempre que houver mudança relevante na situação de qualquer uma das partes.

Divórcio e partilha de bens em São Paulo

A partilha de bens depende do regime de casamento adotado pelo casal:

  • Comunhão parcial de bens (regime padrão): divide-se tudo o que foi adquirido durante o casamento a título oneroso. Bens anteriores ao casamento e heranças ficam de fora.
  • Comunhão universal: divide-se praticamente tudo, inclusive bens anteriores ao casamento.
  • Separação total de bens: cada um fica com o que é seu. Não há partilha.
  • Participação final nos aquestos: regime menos comum, com regras específicas de divisão.

Se o casal tiver imóveis, investimentos, empresa ou dívidas, a partilha pode ser complexa. Um advogado especializado garante que seus direitos sejam preservados nessa etapa.

Perguntas frequentes sobre divórcio em São Paulo

Preciso de advogado para me divorciar?

Para o divórcio judicial, sim — a lei exige representação por advogado. Para o divórcio em cartório (sem filhos menores), tecnicamente é possível usar um único advogado para ambos, mas cada cônjuge pode ter o seu para garantir que seus interesses sejam protegidos.

Quanto tempo leva o divórcio em São Paulo?

O divórcio em cartório pode ser feito em um único dia (com documentação em ordem e hora marcada). O divórcio judicial consensual costuma levar de 2 a 6 meses. O litigioso pode durar 1 a 3 anos ou mais, dependendo da complexidade e das disputas.

Posso mudar o nome após o divórcio?

Sim. O cônjuge que adotou o nome do outro pode optar por manter ou voltar ao nome de solteiro. Isso precisa ser definido durante o processo e averbado na certidão.

E se meu cônjuge não quiser se divorciar?

Não existe “recusa” ao divórcio no Brasil — qualquer cônjuge pode pedir o divórcio unilateralmente. Se não há acordo sobre as condições, abre-se um processo litigioso.

O divórcio afeta minha pensão de viuvez ou aposentadoria?

Depende das circunstâncias. Em alguns casos, ex-cônjuges têm direito a parte da pensão por morte. Essa questão deve ser analisada individualmente por um advogado.

Advogada de família em Santo Amaro, São Paulo

A Dra. Deverlene Rocha é especialista em Direito de Família em São Paulo e atua há mais de 15 anos em casos de divórcio — consensual e litigioso —, guarda de filhos, pensão alimentícia e partilha de bens.

O escritório fica em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, com fácil acesso a toda a cidade. O atendimento é presencial (para quem prefere uma conversa cara a cara) e on-line (para quem mora em outras regiões ou prefere a praticidade).

Se você está pensando em se divorciar ou já tomou a decisão, o primeiro passo é conversar com uma advogada especializada para entender seu caso com clareza — sem julgamentos e sem pressa.

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